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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saiba mais sobre a campanha de vacinação contra Gripe A




Texto retirado do Portal do Ministério da Saúde, Brasil entra em mais uma campanha contra a pandemia de Gripe A que se disseminou pelo mundo.

O objetivo da ação não é evitar a disseminação do vírus, que já está presente em 209 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas manter os serviços de saúde funcionando e reduzir o número de casos graves e óbitos. A expectativa é imunizar pelo menos 62 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica. Uma parte das 83 milhões de doses da vacina adquirida pelo Ministério da Saúde será reservada para o caso de haver alterações epidemiológicas ao longo do inverno e eventual necessidade de ampliar o público-alvo.

Cada uma das fases da estratégia de vacinação estará voltada a um público específico: trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida, crianças de seis meses a dois anos e adultos de 20 a 29 anos (veja cronograma abaixo). As quatro etapas da vacinação terminam antes do início do inverno no país, quando é registrado o maior número de casos de gripe.

ETAPAS DE VACINAÇÃO
A primeira fase da vacinação, de 8 a 19 de março, imunizará os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena. Entre os trabalhadores, estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica. A vacinação dos indígenas abrangerá a totalidade da população que vive em aldeias e será realizada em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente) e crianças de seis meses a dois anos. Na lista, entram doenças do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos, pessoas com debilitação do sistema imunológico e obesos grau 3 - os antigos obesos mórbidos (veja lista completa abaixo). As gestantes começam a ser imunizadas nesse período e poderão tomar a vacina em qualquer outra etapa. As crianças de 6 meses a 2 anos devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose. Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A quarta e última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.


INVESTIMENTO – As 83 milhões de doses de vacina pandêmica que o Brasil adquiriu representam um investimento de R$ 1,006 bilhão. Os imunizantes serão fornecidos pelos laboratórios produtores Instituto Butantan (33 milhões de doses) e Glaxo Smith Kline (40 milhões), além do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde/OPAS (10 milhões).

MEDIDAS DE HIGIENE E ORIENTAÇÕES EM CASO DE SUSPEITA DE GRIPE
• Lavar as mãos com freqüência e sempre que tossir ou espirrar
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal
• Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
• Se surgirem sintomas de gripe (principalmente febre, tosse, dor de cabeça e no corpo), procure o médico mais próximo e não tome medicamento por conta própria.



Maiores informações no site da Portal da Saúde do Ministério da Saúde
Juliana Soares Botelho

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Saiba sobre as ações do Ministério da Saúde contra a deficiência de ferro no Brasil e o seu valor








No site do Ministério da Saúde encontram-se informações de ações e programas realizados pelo Governo, publicações, varias informações aos cidadães brasileiros.

Saiba mais sobre o PROGRAMA NACIONAL DE SUPLEMENTAÇÃO DE FERRO


Saiba um pouco mais sobre os programas do Governo Federal relacionados SAÚDE DA FAMILIA



Maiores informações no site do MINISTÉRIO DA SAÚDE


Leia mais sobre Ferro x Desenvolvimento da criança





Quais são as principais ações do Ministério da Saúde para a prevenção e o controle da Anemia por Deficiência de Ferro no Brasil?

Apesar da ausência de um levantamento nacional, existe consenso na comunidade científica de que a Anemia por Deficiência de Ferro é o problema nutricional de maior magnitude no Brasil, e atinge todas as classes de renda. Estudos locais, mais recentes, indicam prevalências de Anemia por Deficiência de Ferro em aproximadamente 50% das crianças, e entre 15% e 30% em gestantes brasileiras. Em decorrência das altas prevalências de anemia, em 1999, o governo brasileiro, a sociedade civil e científica, organismos internacionais e as indústrias brasileiras firmaram o Compromisso Social para a redução da Anemia Ferropriva no Brasil. Este compromisso, que foi corroborado pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição neste mesmo ano, explicitou a necessidade de implementação das seguintes estratégias de intervenção em nível nacional: fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro, suplementação medicamentosa de ferro para grupos vulneráveis e orientação alimentar e nutricional.No ano de 2001, o Ministério da Saúde determinou obrigatória a adição de ferro (30% IDR ou 4,2mg/100g) e ácido fólico (70% IDR ou 150µg) nas farinhas de milho e trigo. A fortificação deixa de ser facultativa e passa a ser obrigatória. Esta medida tem o objetivo de aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em ferro e ácido fólico para a população brasileira e assim contribuir para a redução da prevalência de anemia e defeitos do tudo neural no Brasil.Como parte do compromisso assumido neste pacto, o Ministério da Saúde está em fase de implantação do Programa Nacional de Suplementação de Ferro em todos os municípios, cujo objetivo é promover a suplementação universal de crianças de 6 a 18 meses, gestantes a partir da 20ª semana e mulheres no pós-parto.Os suplementos de ferro serão distribuídos, gratuitamente, nas unidades de saúde que conformam a rede do SUS em todos os municípios brasileiros, de acordo com o número de crianças e mulheres que atendam ao perfil de sujeitos da ação do Programa.Além da suplementação preventiva, as mulheres e os responsáveis pelas crianças atendidas pelo Programa serão orientados acerca de uma alimentação saudável e sobre a importância do consumo de alimentos ricos em ferro, incluindo informações sobre alimentos facilitadores ou dificultadores da absorção do ferro, com vistas à prevenção da anemia por deficiência de ferro.Para facilitar o repasse das orientações alimentares e nutricionais, o Ministério da Saúde encaminhará aos municípios uma série de materiais educativos, permitindo que os profissionais de saúde trabalhem a prevenção e o controle das carências nutricionais sob a ótica da Promoção da Alimentação Saudável.





Por que o Ferro é tão importante?

-Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso;
-Reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato;
-Melhora a capacidade de aprendizagem da criança;
-Melhora a resistência às infecções;
-É fundamental para o crescimento saudável.

Qual é a função do Ferro?

O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.

O que é a Deficiência de Ferro?

A deficiência de ferro pode apresentar-se em graus variáveis, que vai desde a depleção do ferro, sem comprometimentos orgânicos, até a anemia por deficiência de ferro que afeta vários sistemas orgânicos. A depleção de ferro supõe uma diminuição dos depósitos de ferro, mas a quantidade de ferro funcional pode não estar alterada. Ou seja, indivíduos com depleção de ferro não possuem mais ferro de reserva para ser mobilizado, caso o organismo necessite.

O que é a Anemia?

A Anemia pode ser definida como um estado em que a concentração de hemoglobina no sangue está anormalmente baixa, em conseqüência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, qualquer que seja a origem dessa carência. Contudo, apesar da ausência de vários nutrientes contribuir para a ocorrência de anemias carenciais como folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre, indiscutivelmente o ferro é, dentre todos, o mais importante. A anemia por Deficiência de Ferro é atualmente um dos mais graves problemas nutricionais mundiais em termos de prevalência, sendo determinada, quase sempre, pela ingestão deficiente de alimentos ricos em ferro ou pela e pela inadequada utilização orgânica.

Quais as causas da Anemia por Deficiência de Ferro?

As causas da Anemia por Deficiência de Ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.

Como diagnosticar a Anemia por Deficiência de Ferro?

Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos e de difícil detecção, sendo necessário exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia por Deficiência de Ferro. Os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas, palma das mãos), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito "paradas"). Para o diagnóstico da anemia, é necessário recorrer aos indicadores laboratoriais (hematológicos).O nível de hemoglobina é um dos indicadores que tem sido amplamente utilizado em inquéritos epidemiológicos, além de ser considerado adequado num diagnóstico preliminar para levantamentos em campo. O ponto de corte proposto pela OMS para nível de hemoglobina indicativo de anemia em crianças de 6 a 60 meses e em gestantes é abaixo de 11,0 g/dl.

Quais as conseqüências da Anemia por Deficiência de Ferro?

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nos adultos, a anemia produz fadiga e diminui a capacidade produtiva. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.

Quais alimentos são ricos em Ferro?

O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro. Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros. A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

Juliana Soares Botelho

domingo, 8 de novembro de 2009

Crianças que bebem leite integral são mais magras, afirma estudo


Reportagem do site da Veja mostra que crianças que ingerem leite integral podem tornarem-se mais magras que as crianças que se aliementam de versões desnatadas de leite.

Crianças de até oito anos que bebem leite integral todos os dias têm índice de massa corporal menor e podem pesar até nove quilos a menos do que aquelas consomem a versão de baixo teor de gordura - o desnatado.A conclusão é de um estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, publicado nesta quinta-feira pelo jornal britânico Telegraph.
Conforme os pesquisadores, os pequenos que não tomam leite integral tendem a substituir a bebida por outras mais gordurosas e açucaradas, como refrigerantes. "Essas crianças também tendem a comer outras coisas que afetam seu peso", destaca a nutricionista e autora do estudo, Susanne Eriksson, referindo-se ao consumo de gorduras saturadas, por exemplo.
Susanne Eriksson e sua equipe examinaram a nutrição e a composição corporal e óssea de 120 crianças saudáveis de oito anos. Os pacientes informavam o que tinham comido no dia anterior e com que frequência consumiam determinados alimentos. Então, eram tiradas amostras de sangue.
"Muitas dessas crianças tinham sido examinadas aos quatro anos, e descobrimos que os seus hábitos alimentares foram praticamente inalterados quatro anos depois. Parece ser o caso de que estes hábitos são estabelecidos desde cedo", observou a nutricionista.



Juliana Soares Botelho